sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Dias de chuva.
Há dias em que me sabe bem soprar para a caneca de chá e sentir o quente. Há dias em que a chuva a bater na janela me embala num sonho acordado e me lembra de ti. Há dias em que o cinzento é palavra de ordem. Há dias em que é só frio, só água e o vazio do que nos faz falta. Há dias em que acordo sem ar porque não estás. Há dias em que qualquer música nos faz chorar. Há dias em que um abraço da nossa mãe nos desarma. Há dias em que os segundos demoram a passar. Há dias em que penso naquilo que pensas, agora que o nosso mundo não é igual. Há dias em que ninguém fala a minha língua. Há dias em que parece que as ruas só têm fome e pobreza. Há dias que trazem noites de desasossego. Há dias em que luto com a minha insatisfação. Há dias em que eu dava tudo para ter um pouco mais de paz de espírito. Há dias em que eu me lembro de quando éramos um, e desde que foste eu sou metade de alguma coisa que ficou pela metade.
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