quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Silêncio

Às vezes eu só preciso do teu silêncio e da tua compreensão. Às vezes nao quero ouvir que estou errada, às vezes so preciso que me abraces e me faças ver que o mundo pode estar a ruir mas tou estás ao meu lado. Às vezes eu so preciso do teu cheiro do teu ombro para sentir que estou em casa e que estou segura. Às vezes preciso que sejas maior que as tuas opiniões e que respeites a minha maneira de gerir os problemas que sempre chegam. Na verdade às vezes eu so preciso de ti. A verdade é que às vezes não são as palavras que nos acolhem, mas é no silencio que nos conhecemos, nos aceitamos e juramos coisas que as palavras nunca vão conseguir dizer.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dengaz. Rap da alma.



Depois do primeiro album "Skill, Respeito e Humildade" chega a tão esperada Mixtape "AYHA" que conta com a participação de artistas como Praga (Nigga Poison), Richie Campbell, Prodigio etc. 
Todas estas participações so vieram complementar o talento evidente e inegável deste rapper da "nova escola" que veio mostrar que o hip hop nao parou nos anos 90 e que pode evoluir e acompanhar  aquilo que se faz lá fora, com um flow rápido (conhecido como um dos mais rápidos de portugal) Dengaz veio mostrar que o Rap é muito mais que Ego triping; fala de amor, do medo do insucesso, e de quem o acompanhou até aqui. A mixtape é, na minha opinião, das melhores coisas feitas nos ultimos tempos, é uma lufada de ar fresco e uma introdução para um grande album com saída prevista para o próximo ano. 

"Haters pegam no meu sonho e levam-no vocês pegam no meu sonho e elevam-no"


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CAPICUA . Mulher do norte com M grande

É verdade que tenho tendência para gostar de mulheres com atitude, mas esta conquistou-me desde o primeiro dia. A mulher que dizia em alto e bom som que carrega o MP3 no soutien, e que cuspia barras que calavam os rappers lançou o seu mais recente trabalho pela Optimus Discos , um albúm homonimo de download gratuito que contém o single (produzido pelo Sam the Kid) "Maria Capaz" entre outros temas todos eles fortes
Apesar de ter lançado o albúm agora, Capicua já é à muito um nome de referência do Hip Hop português, com um misto de atitude militante e feminina assumida esta rapper encanto-nos sobretudo pela sua sinceridade e pela inteligência com que escreve. Não é somente um rap de ego, é um rap de construção, um fusão entre os conhecimentos que reteve e a vontade de se exprimir, de intervir na sociedade, de partilhar a sua visão.
Aqui ficam os meus dois temas preferidos, se bem que o primeiro (Casa de Campo) se distingue porque me fez chorar, e me faz tremer de todas as vezes que o ouço.
Capicua obrigada por teres aparecido.


Casa de campo




Medo do medo


Obrigado.


A musica é mais que níveis e competições
a musica é decibeis e composições
a musica dita a lei dos nossos corações
faz-nos bem, a mim, a ti aos nossos 10 milhões
é a voz do povo que grita por mudança nas ruas
é a voz do novo dia que não deixa que te iludas
é a sombra do nosso corpo de quem cria e quem luta
e a quem dá a vida por isto mesmo quando os pais dizem que não resulta
e dizem que musica não é vida,é divida e eu não sou diva
e como é que eu vou pagar a luz e a comida?
a musica está lá comigo revela-se a minha melhor amiga
e limpa-me lagrimas da almofada da-me a espada e é guia
e eu juro que sonhava com isto desde miúda
e eu pedia um "agora" a vida dava-me um "nunca"
até ao dia em que eu por acaso cantei alicia keys
e o júri do ídolos deu-me quatro sim's
e eu dei tudo por tudo, não só por mim
mas por vocês que eram 10 e agora já são 40 mil
é por vocês que eu canto até ficar rouca
é por vocês que me levanto e acredito que a minha rota
é a musica e vocês fazem-me sentir no pódio
e acreditar que eu posso viver do palco e nao do escritório
sao vocês que plantam o amor e me fazem nao ganhar ódios
a quem não gosta de mim porque nao se agrada a todos
um beijinho, um abraço a todos os que fizeram uma partilha
da vossa agora e sempre, Carolina. 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Like Crazy

Nem tenho palavras para descrever o quão fascinada fiquei com este filme. É daqueles filmes que nos fascinam com a simplicidade ternurenta de não tentar ser mais do que uma história de amor entre pessoas como nós.Da banda sonora, aos planos urbanos e íntimos este filme é sem dúvida dos meus preferidos de sempre.





"I thought I understood it, that I could grasp it, but I didn't, not really. Only the smudgeness of it; the pink-slippered, all-containered, semi-precious eagerness of it. I didn't realize it would sometimes be more than whole, that the wholeness was a rather luxurious idea. Because it's the halves that halve you in half. I didn't know, don't know, about the in-between bits; the gory bits of you, and the gory bits of me."

Dias de chuva.

Há dias em que me sabe bem soprar para a caneca de chá e sentir o quente. Há dias em que a chuva a bater na janela me embala num sonho acordado e me lembra de ti. Há dias em que o cinzento é palavra de ordem. Há dias em que é só frio, só água e o vazio do que nos faz falta. Há dias em que acordo sem ar porque não estás. Há dias em que qualquer música nos faz chorar. Há dias em que um abraço da nossa mãe nos desarma. Há dias em que os segundos demoram a passar. Há dias em que penso naquilo que pensas, agora que o nosso mundo não é igual. Há dias em que ninguém fala a minha língua. Há dias em que parece que as ruas só têm fome e pobreza. Há dias que trazem noites de desasossego. Há dias em que luto com a minha insatisfação. Há dias em que eu dava tudo para ter um pouco mais de paz de espírito. Há dias em que eu me lembro de quando éramos um, e desde que foste eu sou metade de alguma coisa que ficou pela metade.

domingo, 23 de setembro de 2012

Meu amor


Meu amor
um dia destes eu largo o tabaco
um dia destes eu passo a ser normal
e deixo de beber só porque sim
Prometo
alinhar o meu cabelo
dar cor as minhas bochechas
nao fazer queixas e não tirar
esqueletos do armário

e vais-me poder dar
aquilo que se dá a quem
tem a cabeça no lugar
e eu hei-de rodar o vestido
na nossa casa do campo
chamar-te de querido
dizer que te quero tanto

e hei-de te falar do sol
e hei-de te falar do tempo
de quando bebíamos do mesmo mar
vou ser alguém que se possa amar

Meu amor
nao te ponhas a vontade
o meu coração não é morada
para quem não vive em tempestade

eu um dia acendo a lampada
eu um dia acordo cedo
e leio livros nas tuas costas
meu amor, eu prometo

eu um dia dou-te abrigo
e tiro os fantasmas da nossa cama
e deixo-te dormir no meu umbigo
como faz a gente que se ama